sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Arrivée


Depois de 10h dentro de um avião, quilômetros andados em Barrajas, Madrid, para fazer conexão, mais 2h em outro avião, eis que estou em Paris!

Será?
O motorista de táxi que me trouxe de Orly até o hotel era português e desandou o sotaque da terrinha quando soube que eu vinha do Brasil! No Victoria Hotel a recepcionista da tarde é angolana, a da noite coreana, e o gerente só fala inglês! Do outro lado da rua, o cheiro bom vem do kebab turco, e na marquise da biblioteque há 2 moradores bem instalados!

Há um monte de gente pelas pontes atrás dos turistas com o golpe da aliança de ouro....

O trânsito c'est l'enfer, ninguém respeita os semáforos, principalmente os pedestres!

Bien... parece Sampa!!! ;-)






domingo, 5 de agosto de 2012

Os Impressionantes!



Há 2 meses de realizar um dos grandes sonhos da minha vida e embarcar para Paris, Sampa recebe mais de 80 obras-primas do impressionismo que se mudam temporariamente da cidade luz para a terra da garoa! Não deixa de ser engraçado... mas no timing perfeito! Pior seria elas chegarem por aqui e eu por lá!

Bom, já que o d'Orsay liberou os moços para um passeio às terras tupiniquins, fui visitá-los! No evento de inauguração - a Virada Impressionista, o CCBB abriu suas portas durante toda a noite desse sábado para domingo. E, assim como eu, outras centenas de pessoas foram ao centro da cidade visitar os mestres Renoir, Pissaro, Cézanne, Manet e a turma toda!

Mais de duas horas na fila apreciando o desfile dos tipos paulistanos e rindo muito, enfim chego ao elevador e desembarco no quarto andar daquele prédio maravilhoso. Estou a frente da fila quando abre-se a porta de "Paris é uma festa" e o Sol explode em mim! O amarelo do vestido da dama de costas é tão estonteante que não consigo lembrar seu nome nem seu autor! Só me lembro do seu calor! Isso mesmo, o quadro irradia calor através das rendas amarelas do vestido!

Daí em diante a festa só aumentou! Toda espera valeu a pena! Um deleite para os olhos e para a alma! Quase no final o melhor da festa: as Ninféias de Monet! Lágrimas nos olhos! É, de fato, impressionante!

Nada do que eu possa escrever aqui dá a dimensão do que senti durante essa 1 hora e pouco de visita! Portanto, sem superlativos e exageros de minha parte, apenas o aviso: se você tem o coração frágil, não vá!!!!

Menção super honrosa ao CCBB: a exposição está muito bem organizada, apesar da grande quantidade de pessoas nada de tumulto, e os funcionários simpaticíssimos e super educados! Uma beleza mesmo!

Menção super, hiper, mega honrosa aos amigos que me acompanharam nessa aventura emocionante! Eu só sobrevivi aos minutos, que se transformaram em horas de fila graças a eles! Tempo que poderia ser inútil, enfadonho e sonolento foi justamente o contrário de tudo isso! Lembrando Quintana que diz que "os amigos são a família que a gente escolhe", tô muito bem de parente!  



(foto by Cinthia Castro)

domingo, 10 de junho de 2012

Masp Morto

Há uns 2 anos atrás postei aqui um texto sobre o prédio vizinho ao Masp, que iria se transformar em anexo ao Museu - Masp Vivo, e o meu receio sobre a cara que esse empreendimento teria.


Pois bem, no site do Masp há um desenho do futuro do Dumont-Adams - anexo do Masp. Vejam só o horror que estão perpetrando ali! Aprovado pela diretoria do Museu e patrocinado por grandes empresas (Vivo, Petrobrás, Nestlé e Vale) o projeto descaracteriza totalmente a fachada do edifício e o transforma em mais uma caixa de vidro como tantas outras na Paulista, numa total falta de criatividade de arquitetos e engenheiros que dominam as últimas construções na avenida.


Ontem, em visita a exposição do Modigliani no Museu a tristeza me dominou: o maior museu da América Latina, participante do Clube dos 19 que reúne os maiores museus do planeta, está completamente abandonado! Sujo, cheio de infiltrações na estrutura de concreto, banheiros mal cuidados, sem contar os funcionários mal educados e sem nenhum preparo para a função, todas as proibições e a afronta, sim, considero uma afronta, de ter minha bolsa revistada na entrada do museu, mesmo tendo passado pelo detector de metais!

O Masp tem por missão "incentivar, divulgar e amparar por todos os meios ao seu alcance, as artes de um modo geral e, em especial, as artes visuais, visando o desenvolvimento e o aprimoramento cultural do povo brasileiro". Aprimoramento cultural do povo com o ingresso mais caro de todos os museus de Sampa? Amparar as artes com uma exposição de fotos, belíssimas por sinal, com uma iluminação horrenda? Tratando seus visitantes como vândalos, bandidos? A proibição de fotografar dentro do museu é também um absurdo! Nem das obras, nem da arquitetura! Até da Monalisa podemos tirar fotos!


Os elevadores funcionam mal, fiquei mais de 10min para conseguir entrar em um, pois não paravam no andar onde eu estava e a bela escada que dá para o vão livre estava trancada com correntes, sem acesso ao público e segundo um funcionário, alí é apenas para saída de emergência... até encontrarem todas as chaves de todos os cadeados a emergência já virou catástrofe!


Triste, muito triste!!! Tanto dinheiro investido para transformar o vizinho em um anexo horrível e mais ainda o marketing que essas empresas patrocinadoras irão capitalizar e o Masp jogado às traças!

Sem contar o vizinho à esquerda, outro caixote de vidro, descaracterizando todo o entorno do Museu. Lina Bo Bardi deve estar se revirando na tumba!!!!!


(fotos by Cinthia Castro)






terça-feira, 8 de maio de 2012

Virada Cultural



Nesse último final de semana rolou em Sampa a 8a. Virada Cultural! Milhares de pessoas tomaram o centro da cidade! Tinha gente de todas as idades, todos os bairros, todas as tribos e tinha até francês!

Muitas foram as notícias criticando o desorganização, a falta de galinhada, os problemas do som, até a falta de cultura e excesso de gente!

OK. A falta de organização esteve presente. Lá no Municipal, onde assisti ao emocionante show do Cauby e da Ângela Maria, a fila na porta era monstruosa, já que apenas as pessoas que conseguiram retirar ingresso com antecedência podiam entrar. Mas lá dentro dezenas de cadeiras ficaram vazias. Um desperdício. Deviam fazer como fazem na Sala São Paulo em eventos gratuitos: atrasam em 10min o começo do espetáculo para terem tempo de preencherem os lugares vazios, já que nessas ocasiões a fila na entrada é sempre grande. 

As atrações a disposição da galera não estavam tão boas quanto o ano passado, mas coisas muito legais e diferentes aconteceram. É certo que 24h por ano de cultura, ou de pouca cultura, ou de cultura não muito boa, acessível não chega nem perto de resolver a questão na cidade, menos ainda no país, mas sou da opinião que antes pouco que nada. Talvez para o próximo ano, os que reclamam de tudo possam fazer uma manifestação pedindo cultura boa e acessível 365 dias por ano.

E a galinhada???? Alex Atala preparou 500 porções da famosa comida, do famoso restaurante, reconhecido internacionalmente, que não deu nem pro cheiro!! Não tinha fogão para esquentar a comida, não tinha organização para distribuí-la, e o pior, ele resolveu não cobrar pelo prato! Por que as pessoas não quebram o pau e nem a imprensa abre o berreiro por causa das filas intermináveis nos hospitais públicos? Por um serviço de utilidade pública? Por um direito dos cidadãos que pagam impostos? Vai saber, né! Mas tudo bem, eu nem queria a galinhada, não gosto e não fui prá fila, mas as notícias dão conta que no final deu tudo certo, o tumulto acabou em paz! Eu iria lá para vê-lo, o bonitão Atala, mas não teria tido sorte, afinal ele não apareceu!! Fui tomar cerveja e comer CheeseBacon com amigas e o tal francês na Pça. Dom José Gaspar ao som do piano na praça! Merveillex!

Tudo isso foi legal, mas o melhor, melhor mesmo de tudo foi ver o povo na rua! A população da cidade se apropriou do espaço público o que é bárbaro, em uma cidade que exclui seus habitantes e cada vez mais nos empurra em direção a periferia. Gente que nunca vai ao centro, que não tem a oportunidade de ver as belezas da cidade que lá estão, a arquitetura, a história de São Paulo. Com certeza, muitas pessoas, depois disso vão voltar ao centro para ver tudo com mais cuidado, a luz do dia, se bem que eu, particularmente, prefira a luz da lua.

Quantas pessoas tem a oportunidade de assistir a um espetáculo de dança? Quantas pessoas tem a oportunidade de ver tanta gente no Vale do Anhangabaú, nos seus jardins? Gente se divertindo e não correndo de um lado para outro no horário comercial nessa vida louca da metrópole?

Em tempo, é sim deprimente ver tanta gente alcoolizada andando pelas ruas, adolescentes caídos de bêbados, se acabando de beber um líquido marrom vendido em garrafas pet a 2 reais! Sabe-se lá o que era aquilo! E os expulsos da cracolândia pela cidade toda! Isso me preocupa muito mais do que o som ruim de alguns shows, me entristece mais do que não ver o Atala e nem comer a galinhada!

Que venha a 9a. Virada Cultural com mais organização, mais qualidade e mais diversão, afinal "a gente não quer só comida"!


(fotos by Cinthia Castro)



domingo, 15 de janeiro de 2012

Mercúrio e São Vito



Sampa é uma cidade que já foi reconstruída algumas vezes, ou seja, já demoliram algo que existia e construíram outra coisa em seu lugar por 3 vezes. Pelo que ando vendo por aí, talvez estejamos partindo para a 4a. reconstrução da cidade.

Bem no centro da cidade, em frente ao Mercado Municipal, 2 edifícios: o São Vito, construção da década de 50 e conhecido como treme-treme, e o Mercúrio, datado da mesma época. Vizinhos, ambos com 27 andares, mesmo arquiteto, mesma construtora, mais de 1.000 apartamentos. Demolidos juntos. Seus telhados foram vendidos a um lixão. Tudo isso se sabe, o que não se sabe muito bem é para onde foi a população que lá morava. Prostitutas, camelôs, pessoas de baixa renda que trabalhavam e faziam seus bicos naquela região, conhecida como zona cerealista.

Com a justificativa de que os edifícios estavam degradados e inseguros e que seria extremamente caro reformar e deixá-los em condições dignas de moradia, Mercúrio e São Vito vieram ao chão.

O poder público prefere demolir moradias em locais com infra-estrutura adequada (transporte e emprego) e empurrar sua gente para a periferia. Diz-se que no local serão construídas unidades do SESC e do SENAC, para atender a quem? A população que foi mandada aos extremos da cidade? Que não tem condução decente para chegar ao centro?

Tenho cá minhas desconfianças de que pode ser ainda pior: usar esse espaço e transformá-lo em estacionamento para os turistas que visitam o Mercadão para que os carros tomem ainda mais conta da cidade.

(fotos by Cinthia Castro)







domingo, 2 de outubro de 2011

Duque de Caxias

Sempre me impressionou muito a estátua do Duque que se encontra na praça Princesa Isabel, pertinho da Luz. Não apenas pelo tamanho, mas pela imponência!

De passagem por lá ontem consegui fotografá-la, e pesquisando sobre sua história, descobri algo surpreendente: a estátua do Duque de Caxias concebida por Brecheret e fundida no Liceu entre 1948 e 1952 com aproximadamente 18 toneladas (!!) e 16m, é nosso cavalo de Tróia!

Em 1950, o então governador Adhemar de Barros, em comemoração aos trabalhos, promoveu um almoço para 70 convidados, no interior da barriga do cavalo!!


(foto by Cinthia Castro)







quinta-feira, 7 de abril de 2011

Jardim Botânico de São Paulo

Já faz um tempão que não escrevo aqui; não por falta do que, e sim de tempo. Mas agora a disposição está a mil, tenho o que me faltava e muito assunto. Resolvi começar pelo mais recente: minha visita ao Jardim Botânico.

Há muito queria ir até lá, mas sempre algo me impedia. No começo do ano passado estive às portas mas uma chuva tempestuosa atrapalhou meus planos. Literalmente a idéia da visita foi por água abaixo!

Já na entrada pode-se sentir o clima do lugar: uma paz surpreendente, o barulho do córrego Piraungáua (que ajuda a formar o Riacho do Ipiranga e cuja nascente se localiza dentro do Botânico - sendo um importante ponto histórico), o canto dos pássaros e a beleza exuberante que invade o olhar.

Lugar para caminhadas, contato com a natureza, ou simplesmente para se sentar em algum dos muitos bancos e relaxar. O Jardim abriga uma reserva com vegetação remanescente da Mata Atlântica onde podemos avistar dezenas de bugios se alimentando na copa das árvores, e até dormindo.

Um passeio de mais ou menos 2 horas que me deixou, além de surpresa com as belezas do lugar, renovada. Os cheiros, sons e imagens, às quais as fotos não fazem jus, tornaram minha visita inesquecível. O único senão é que as estufas estavam em reforma e só reabrem no final desse mês, mas aí sim, com uma exposição nacional de orquídeas - de 29 de abril a 01 de maio. Excelente oportunidade para quem ainda não conhece o Jardim Botânico.


(fotos by Cinthia Castro)

Dia 30 vou estar lá, pois além das orquídeas, que adoro e quero ver, há também uma oficina educativa de técnica de isogravura usando materiais recicláveis como isopor, uma mostra de bromélias e uma exposição de artes e artesanato. Passeio para o dia todo, já que no Botânico há um restaurante super charmoso com mesas sob a pérgula defronte ao riacho que serve uma comidinha por quilo deliciosa e super barata.

Serviço: Jardim Botânico, Av. Miguel Stéfano, 3031 (ao lado do Zoológico). Estacionamento R$ 5, entrada R$ 3, de terça a domingo.

Ah, e não se assustem com os sons que se ouvem pelo parque todo e que mais parecem uma briga de dinossauros, mas que são apenas os bugios conversando e se divertindo!

Para mais fotos clique aqui.





domingo, 30 de maio de 2010

Santa Rosa e seus cheiros

Rua Santa Rosa, alguns poucos quarteirões, meio feia, meio suja, uma confusão de carros, caminhões e gente andando de um lado para o outro como formigas. Essa é a rua das comidinhas, temperos, vinhos e outros quitutes, localizada na Zona Cerealista, no bairro do Brás.

Em frente ao Mercado Municipal, do outro lado da Av. do Estado está localizado o paraíso dos gourmets, com várias lojinhas, empórios, distribuidoras e adegas que vendem tudo que você puder imaginar para cozinhar, comer e beber.

O mais incrível de tudo é o cheiro que o lugar exala! Poucas quadras onde pode-se sentir os mais diversos aromas, dependendo do dia, do vento, do que está chegando para venda. Adoro o cheiro de curry da esquina da Santa Rosa com a Mendes Caldeira, o do alho da Av. Mercúrio com Av. do Estado, enfim, uma surpresa para o olfato a cada pedaço que se anda por ali.

Se no próximo sábado não tiver programa, aproveite para um passeio, não só o olfato mas todos os seus sentidos serão recompensados!

Rua Santa Rosa - Brás




sexta-feira, 19 de março de 2010

MASP Vivo


No final do ano passado, passeando pela Paulista me dei conta do lindo prédio ao lado do Masp, abandonado, pixado, com cara de mal assombrado! Fiquei pensando no desperdício que é ter todo esse espaço que poderia servir de morada prá muita gente, alí, desse jeito, juntando sujeira!

Surpresa! Não está mais abandonado! O Dumont-Adams, esse é o nome dele, vai virar MASP Vivo! Comprado pelo Museu em 2005, com patrocínio da empresa Vivo, esteve envolvido em polêmicas desde então. Primeiro queriam demolí-lo para uma nova construção, uma torre equivalente a um prédio de 30 andares, para ser uma espécie de anexo ao MASP - plano vetado pelo Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo.

Depois de todas as brigas, novos projetos, palpites de todos - justiça e sociedade civil, a reforma começou e parece, sim parece, que o lindo prédio neoclássico será restaurado, mas revestido por uma espécie de pele de vidro, uma fachada, como muitos dos novos prédios da avenida. Que horror!!!

Acho a idéia de transformar esse espaço em um anexo ao museu, bem legal, já que o projeto prevê a abertura de uma escola de pós-graduação em museologia, história de arte e restauro, além de espaço para novas exposições. Talvez a cara que isso venha a ter não seja das mais simpáticas, vamos ter que esperar para ver o resultado final, que acho que nem demorará muito já que a movimentação no local tá bombando!

No topo do prédio, consta que a Nestlé, em troca de um bom dinheirinho, abrirá um café.



vista lateral do Dumont-Adams (fotos by Cinthia Castro)


Fazendo pesquisas sobre esse assunto na net encontrei em um blog algumas fotos do interior do Dumont-Adams feitas quase por acaso pelo Gil, que passava no local e encontrou a porta aberta. Para mais informações sobre meu colega visitem seu blog e Flickr.




quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Pateo do Collegio

Nascedouro de Sampa. Primeira construção da cidade datada de 25 de Janeiro de 1.554 é composto hoje pelo museu onde podemos ver fragmentos da edificação original - de taipa de pilão, a cripta de José de Anchieta, a Igreja no local onde foi rezada a primeira missa, e uma biblioteca.

A cripta, incorporada como espaço do museu, abriga exposições relacionadas a história da cidade e peças da cultura indígena. Já as outras salas do museu expõem arte sacra, pinturas, mapas e maquetes, mas a peça mais impressionante é o Baldaquino - uma espécie de dossel, sustentado por quatro colunas e que é usado para proteger o ostensório, que tem lugar de honra em uma sala própria, toda escura com pequenas luzes no teto como se fossem estrelas a brilhar.

Nos fundos um simpático jardim com uma fonte que proporciona a trilha sonora e as mesas do Café do Pateo, um lugar muito agradável onde se pode fazer desde um lanchinho rápido até um almoço mais refinado.

(fotos by Cinthia Castro)

Estive lá prá comemorar o aniversário de Sampa, sol escaldante na chegada e logo a surpresa: uma tempestade, o que fez com que as mesinhas do Café ficassem lotadas. Em uma delas um grupo de senhorinhas japonesas muito animadas, tirando fotos de tudo e todos nos convidaram para dividirmos sua mesa, já que estávamos de pé, e conformados a passar muito tempo assim, até que o aguaceiro desse trégua. E assim é a cidade, quando menos se espera chove, quando menos se espera encontramos gente elegante e solidária, quando menos se espera somos felizes aqui.